quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

"ADEUS À CARNE", "CARNE VALE", "CARNAVAL" !

Diz-nos a WILKIPEDIA:

«Carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica em 590 d.C..[1] É um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média.
O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou do latim "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes.
O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX.[2] A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas».

O que digo eu : :)

1. Que o Carnaval , tal como todas as festas populares, têm uma origem ligada à adoração das forças "divinas" da natureza. Divinas por que não controladas (nem controláveis ainda) pelos seres humanos, e, situando-nos nos tempos das cavernas, os seres humanos e os demais animais, eram remetidos à "hibernação" nas suas grutas. Para os "grupos familiares" num tempo de inverno que induzia ao refúgio no abrigo,  se alimentarem, tinham de faze-lo muitas vezes com recurso á carne de cadáver de animais, caçados ou que conseguiam caçar, para deles se alimentarem.

Com o fim dos tempos de inverno, a recolecção de frutos, o cultivo dos campos, ..., permitia uma alimentação mais saudável, que não a praticada no tempo de inverno, e isso era de facto um bom motivo para festejar o "adeus carne" de cadáver dos animais, e o início de uma alimentação frutífera e vegetariana permitida pelos prenúncios dos dias mais longos e com mais Sol (SOL o deus dos deuses).

2. O "carnaval" de Trás Os Montes será talvez o mais fiel e  paradigmático: os chocalhos (dos animais) saem á rua, o festejo é comunitário, as energias da vida ganham força, os machos humanos (e não humanos)  celebram o seu entusiasmo com as fêmeas  de forma "chocalhante"! É tempo de a comunidade despertar para a comunhão com a Terra e seus frutos.

3. Diferente é o "carnaval moderno", nomeadamente nas grandes metrópoles citadinas.
O consumo de carne de cadáver dos animais tornou-se não uma alimentação imposta pelos tempos de inverno, como forma de sobrevivência do grupo familiar, mas antes num grande negócio, incentivado freneticamente pelo marketing comercial, durante todo o tempo, seja de inverno seja primaveril!
A caça esporádica e de sobrevivência para os tempos rigorosos de inverno, foi substituída pela pecuária intensiva, pelos matadouros industriais, ..., tudo ao serviço do lucro (em vez do deus Sol, adora-se agora o Deus dinheiro, que passou a ser na mente dos seres humanos o deus dos deuses!).
Ou seja actualmente não há de facto "carne vale", já que o consumo de carne de cadáver, se tornou afinal, e mercê de um marketing feroz e condicionador das consciências humanas, permanente durante todo o ano, e não nomeadamente nos invernos rigorosos.
Os seres humanos vivem aos "milhões" nas grandes cidades, e são alimentados pela carne de cadáver de animais, que são assassinados quotidianamente aos "milhões", para garantir que os seres humanos já não vão basear a sua alimentação no consumo saudável  frutífero e vegetariano ligado á fertilidade dos campos pemitida pelo Deus Sol.

4.  Daí que as festas de carnaval, nas grandes cidades, se caracterize afinal por mais do mesmo: muita gente treina afincadamente as danças durante meses, enfeitam-se de "plumas", as mulheres mostram as suas carnes aos machos, ..., mas está tudo dentro de controle e bem disciplinado ao toque do "samba". Até as crianças desfilam, pelo percurso previamente definido (a zona central da cidade) de forma disciplinada, ao som do apito ...um teatro móvel e bem ensaiado portanto!
Neste espectáculo de carnaval, as pessoas vão assistir ao corso, tornam-se passivas (como o "sistema" gosta), e apenas admiram os que de forma muito disciplinada reproduzem o fruto do seu treino intensivo em danças "plumadas" para dar um ar de "alegria mascarada",!
A diferença com o "carne vale" é evidente, pois qualquer semelhança de um corso carnavalesco da cidade, com o chocalho de Trás os Montes, só pode ser mesmo artificial e um mero acaso. No "chocalho" as pessoas possuídas pela energia renovada da vida, simbolizam a libertação proporcionada pelo  "adeus carne"  de cadáver de animais na sua alimentação, simbolizam a liberação dos animais do "curral" e o seu regresso á natureza dos campos, e simbolizam o despertar comunitário (toda a aldeia é percorrida por forma a despertar toda a comunidade para a festa da vida) para uma vida de fertilidade das terras, propiciadora da  produção frutífera e cerealífera, e como tal de uma alimentação saudável para os seres humanos dessa comunidade.

5. Concluímos que nas sociedades urbanas de hoje, os cidadãos estão verdadeiramente "mascarados" todo o ano, por um marketing impiedoso ao serviço do lucro ligado ao consumo da carne de cadáver como alimento quotidiano e permanente desses cidadãos, imposto pelo deus dinheiro, tornado o deus dos deuses, e dessa forma destronando o deus Sol, o qual era sinónimo da libertação para os seres humanos e para os animais em geral, já que permitia o seu regresso á comunhão com a mãe terra, e a uma alimentação baseada nos seus frutos agrícolas.

6. Nas cidades de hoje, os corsos carnavalescos, são afinal e de facto o símbolo do "não carnaval", do "não adeus à carne", do " não carne vale", e representam a vitória da economia de mercado do deus dinheiro sobre o deus Sol.
Até quando o deus dinheiro conseguirá derrotar o deus Sol?
Será que os seres humanos serão capazes de se libertarem do jugo imposto às suas mentes, pelo marketing comercial ao serviço do deus dinheiro?
"Dar mais valor aos valores", aos reais valores de uma maior solidariedade humanística, animal e ambiental, PRECISA-SE!
Se assim for o  "carne vale" poderá voltar a ser num futuro não distante (?) uma realidade!
Dadas as forças em presença: deus dinheiro permanentemente reforçado pelo marketing ao serviço do lucro,  nas nossas mentes, em detrimento do deus SOL, o mais certo será a vitória do "carne vale" operar-se pela conciencialização forçada dos seres humanos em geral, de que o consumo de carne de cadáver de animais, alimentados à base de hormonas, de alimentos transgénicos e de antibióticos, não faz de facto bem à sua saúde! 
     






      

Sem comentários:

Enviar um comentário